
Nesse mês de janeiro dei oficina de férias no Centro de Referência da Juventude (CRJ), oficina de rádio, e, levei quase todas a músicas que tenho no meu pc. MPB, Bossa Nova, Beatles, Elvis, Samba, Trilhas sonoras, gospel, rock, pop e outras nacionais e internacionais. Não toquei quase nada na rádio. Os pedidos dos jovens de lá eram outros. Funk, Rap, pagode, axé, hip hop, sertanejas e claro às vezes algumas das que eu citei antes, mas muito raramente.
No início eu estranhei bastante esses estilos. Isso porque sempre me recusei a ouvi-los. Funk é só putaria. Rap só chora miséria. Axé é coisa de micareteiro. Frases usadas no senso comum e com as quais, lá no fundo, eu concordava. Mas não é bem assim. Conheci letras fantásticas. Nem todas são é claro, algumas continuo afirmando serem desnecessárias, mas tem muita coisa boa que eu deixava passar por intolerância.
Facção Central por exemplo, é um rap com letras fortes, que no início era só barulho pra mim, mas que, quando parei pra prestar atenção nas letras fiquei impressionada com a carga de criticidade de suas músicas.
O engraçado é que eu achava que entendia de música. Que sabia o que era bom. E agora que aprendi um pouco mais, que aprendi a ouvir tantos ritmos que antes não ouvia, eu percebi que não sei absolutamente nada sobre o assunto. Mas pelo menos agora eu não só digo que respeito o gosto musical de cada um. Além de respeitar eu quero ouvir junto, saber mais sobre.
Volto a repetir, tem muito lixo "musical" por aí, se que se pode chamar esses de música, mas muita coisa boa vai pro lixo por generalizarmos. Esse desperdício eu não cometo mais. Minha professora de criação certa vez disse que nenhuma cultura é inútil para um publicitário. Eu vou mais além, nenhuma cultura é inútil pra qualquer ser pensante.















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